Transporte de celulose por ferrovias cresce e impulsiona logística sustentável no Brasil
O transporte ferroviário de celulose registrou um crescimento de 26% no último ano, refletindo o avanço da logística sustentável e a busca por alternativas mais eficientes no escoamento da produção. O setor de papel e celulose, um dos mais relevantes para a balança comercial brasileira, tem investido cada vez mais no modal ferroviário para reduzir custos logísticos e minimizar impactos ambientais.
Expansão da Infraestrutura e Ganhos em Eficiência
Os principais corredores ferroviários do Brasil, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, estão sendo ampliados para atender à crescente demanda da indústria de celulose. Empresas do setor têm firmado parcerias estratégicas com operadores ferroviários, garantindo maior previsibilidade no transporte e reduzindo o tempo de deslocamento até os portos de exportação.
Atualmente, cerca de 80% da produção de celulose brasileira é destinada ao mercado externo, sendo os portos de Santos (SP), Paranaguá (PR) e Itaqui (MA) os principais pontos de embarque. O modal ferroviário reduz os custos de transporte em até 30% em comparação ao rodoviário, tornando-se uma escolha estratégica para o setor.
Sustentabilidade e Redução de Emissões
Além da economia financeira, a migração do transporte de celulose para as ferrovias tem impactos ambientais positivos. A redução da dependência de caminhões nas rodovias contribui para diminuir a emissão de gases poluentes e aliviar o tráfego nas estradas.
Um estudo da Associação Brasileira da Indústria de Papel e Celulose (Bracelpa) aponta que, com o crescimento do modal ferroviário, o setor conseguiu reduzir em 18% as emissões de CO2 ligadas ao transporte da celulose em 2024.
Tendências para os Próximos Anos
O aumento do transporte ferroviário de celulose acompanha um movimento mais amplo de modernização da infraestrutura logística brasileira. O setor prevê que, nos próximos cinco anos, 50% do escoamento da celulose no Brasil seja feito por ferrovias, impulsionado por novos investimentos em malha ferroviária e terminais intermodais.
A tendência é que o transporte ferroviário continue ganhando participação no setor de celulose, consolidando-se como a alternativa mais eficiente, segura e sustentável para escoar uma das principais commodities brasileiras.