Turbocargo
Turbocargo
  • Institucional
  • Serviços
    • Transporte Nacional
    • Transporte Internacional
    • Transporte de Cargas
      Bulk e de Projetos
    • Desembaraço Aduaneiro
    • Armazenagem e Distribuição
    • Consultoria Geral em
      Logística e Comércio Exterior
  • Notícias
  • Cotação
  • Localização
  • Contato
  • Português PT
  • Inglês EN
  • +55 (15) 3411-2924
  • contato@turbocargo.com.br

Notícias

Tarifaço dos EUA: o que mudou e como isso afeta o comércio exterior do Brasil

27/02/2026

Consultoria

Tarifaço dos EUA: o que mudou e como isso afeta o comércio exterior do Brasil

Em abril de 2025, o governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou as chamadas "tarifas de reciprocidade", taxas extras de importação aplicadas sobre produtos de diversos países. Naquele momento, o Brasil saiu relativamente bem: recebeu uma tarifa de apenas 10%, por ser um dos poucos países com déficit comercial com os EUA.

Mas a situação mudou drasticamente em agosto de 2025. Alegando retaliação a decisões do Supremo Tribunal Federal brasileiro, especialmente o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governo americano impôs uma sobretaxa adicional de 40% sobre grande parte das exportações brasileiras. Na prática, muitos produtos brasileiros passaram a pagar 50% a mais para entrar nos Estados Unidos.

Quais Produtos Foram Mais Afetados?

Nem tudo foi taxado da mesma forma. O governo americano publicou uma lista com cerca de 700 exceções (produtos que continuaram pagando apenas a tarifa de 10% de abril). Entre os itens que escaparam estão petróleo, celulose, suco de laranja, minério de ferro e aeronaves.

Já os produtos que sofreram o impacto cheio da taxação de 50% incluem café, carne bovina, calçados, madeira, têxteis e produtos industrializados em geral. Os resultados foram imediatos: as exportações de café para os EUA caíram mais de 50% entre agosto e novembro, e as de madeira recuaram 55% no mesmo período.

Como o Brasil Reagiu?

O impacto nas exportações foi significativo. No acumulado de 2025, as vendas brasileiras para os EUA caíram 6,6%, somando US$ 37,7 bilhões - contra US$ 40,4 bilhões em 2024. Ao mesmo tempo, as importações de produtos americanos cresceram 11,3%, o que fez o Brasil encerrar o ano com déficit comercial de US$ 7,5 bilhões na relação bilateral.

A boa notícia é que o Brasil conseguiu compensar parte dessas perdas diversificando seus destinos. As exportações para a China cresceram 28,6% no segundo semestre, o que ajudou a segurar o saldo geral da balança comercial. No total, o superávit comercial do Brasil em 2025 ficou em US$ 68,3 bilhões ? acima do esperado.

O Novo Cenário: Fevereiro de 2026

A situação evoluiu rapidamente. Em fevereiro de 2026, o governo americano revogou as ordens executivas que impunham as tarifas específicas contra o Brasil (os 40% extras) e também as tarifas recíprocas de 10%. No lugar, foi publicada uma nova ordem executiva estabelecendo uma tarifa global de 10% para todos os países - com possibilidade de elevação para 15% em breve.

Para o Brasil, isso representa uma melhora relevante. Cerca de 46% das exportações brasileiras para os EUA passam a não ter nenhuma tarifa adicional. Setores como máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções e produtos químicos, que chegaram a pagar 50%, voltam a competir com alíquota de 10%, a mesma aplicada aos demais países.

O que Isso Significa Para Importadores e Exportadores Brasileiros?

Para quem exporta para os EUA, o novo cenário é mais favorável do que o pico de 2025, mas ainda exige atenção. A tarifa de 10% (ou possivelmente 15%) continua existindo, e a imprevisibilidade da política comercial americana segue sendo um risco real.

Para quem importa produtos americanos, o dólar valorizado e o aumento das compras de produtos dos EUA em 2025 deixam um recado claro: planejar bem o câmbio e os custos logísticos é fundamental.

A principal lição do episódio para o setor é a importância da diversificação. Empresas que dependiam exclusivamente do mercado americano sofreram mais. Quem tinha alternativas, como o mercado chinês ou outros parceiros, absorveu melhor o choque.

Compartilhe:

  • Facebook
  • Twitter
  • Anterior Brasil Abre mercado sul-coreano para mangas com tarifa reduzida
  • Próximo Como funciona o despacho aduaneiro no Brasil

Solicite sua cotação de frete

Faça sua cotação
Volkswagen do Brasil inicia importações pelo porto de Vitória

Logística

Volkswagen do Brasil inicia importações pelo porto de Vitória

A Volkswagen do Brasil deu início às operações de importação de veículos pelo Porto de Vitória, no...

24/04/2025

Governo lança Plano Brasil Soberano em apoio a exportadores afetados pelo tarifaço dos EUA

Comércio

Governo lança Plano Brasil Soberano em apoio a exportadores afetados pelo tarifaço dos EUA

Em resposta às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal anunciou um conjunto substancial de...

18/08/2025

Tendências no comércio exterior brasileiro para 2024

Comércio

Tendências no comércio exterior brasileiro para 2024

O comércio exterior brasileiro, apesar dos desafios recentes, mantém sua posição de destaque, alcançando um recorde de...

31/01/2024

Turbocargo Turbocargo

Uma empresa com 10 anos de experiência, atuando internacionalmente e nacionalmente em serviços de logística e agenciamento de cargas.

+55 (15) 3411-2924 contato@turbocargo.com.br
  • Institucional
  • Serviços
  • Notícias
  • Cotação
  • Localização
  • Contato
  • Transporte Nacional
  • Transporte Internacional
  • Transporte de Cargas Bulk e de Projetos
  • Desembaraço Aduaneiro
  • Armazenagem e Distribuição
  • Consultoria Geral em Logística e Comércio Exterior

2026 Turbocargo © Todos os direitos reservados