Maersk mantém operações na Venezuela mesmo em meio à instabilidade
A multinacional de transporte marítimo Maersk confirmou que segue operando na Venezuela, apesar da instabilidade política e das sanções internacionais agravadas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026 por forças dos Estados Unidos durante uma operação militar de grande escala no país.
Em comunicado oficial, a empresa afirmou que continua prestando serviços onde as condições de segurança e as normas internacionais permitirem. A Maersk ressaltou que prioriza a segurança de seus colaboradores e o cumprimento total de regulamentos, e que está monitorando de perto a evolução da situação para adaptar suas operações conforme necessário.
Escritórios fechados, mas suporte remoto ativo
A companhia informou que suas instalações físicas na Venezuela permanecem fechadas, mas que sua equipe continua totalmente disponível remotamente por meio de canais como e-mail, telefone e chat online. Segundo a Maersk, esse modelo permite que os clientes mantenham contato com a empresa e recebam suporte mesmo diante dos desafios operacionais no país.
Operações logísticas seguem sob observação
Informações de portais especializados em transporte marítimo indicam que as principais operações portuárias na Venezuela continuam funcionando, mesmo com medidas de segurança reforçadas e presença militar nas imediações dos terminais. Os portos, como Puerto Cabello e Maracaibo, seguem operacionais sem relatos de paralisações generalizadas, embora o ambiente permaneça volátil e sujeito a mudanças rápidas.
Analistas marítimos também destacam que, apesar da redução histórica do papel da Venezuela no comércio global de contêineres, alguns navios continuam a operar no mercado venezuelano como parte de serviços regionais.
Contexto de sanções e desafios logísticos
A atuação da Maersk na Venezuela ocorre em meio a um contexto complexo de sanções e restrições ao comércio exterior venezuelano, intensificadas após a prisão de Maduro. O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos e a pressão sobre embarcações ligadas ao país têm gerado desafios logísticos adicionais, especialmente para operações ligadas às exportações de petróleo.
Mesmo assim, a companhia mantém a operação de seus serviços marítimos, com pequenas adaptações, priorizando sempre a segurança de tripulantes, funcionários e cargas, além da observância das normas internacionais de comércio e transporte.